Sentada à janela a criança olha,
Olha os sonhos caídos e destruídos,
A criança olha e chora,
Chora pelos horizontes perdidos,
O brinquedo partido está no chão.
Já não importa, há outras coisas para fazer.
Não existe espaço no coração,
A infância foi substituída pelo dever
Dever de crescer, de deixar de rir.
Não chorar quando os amigos têm de partir.
Partir quando um novo amor surgir.
Ficar quando só apetece fugir.
A inocência está desaparecida
No mar de mágoa que preenche os meus dias.
E, até que ela retorne, sentir-me-ei sempre vazia.
24/02/2005
Domingo, 17 de Maio de 2009
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