Bem, achei por bem adicionar aqui uma coisinha a falar do blog já que parece que andam a haver alguns mal-entendidos. Primeiro que tudo, nem todos os textos que publico no blog são auto biográficos. Nem em todos as emoções de que falo são as minhas.
Os textos em que realmente há realidade são os da "saga das sapatilhas", onde momentos, sentimentos ou vários momentos do que ando/andei a passar são compilados.
As poesias também compartilham esta característica, mas muitos dos textos criativos são apenas isso, textos criativos.

Por isso, obrigada pela preocupação, mas está tudo bem... Ou pelo menos vou fazer de tudo para isso =)

Do ya think I'm:

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

(Romeu) & (Julieta)

Há alturas na nossa vida em que temos que acreditar que tudo é ironia do destino. Ela, naquele momento, perante o fantasma do passado que caminhava na sua direcção, não podia pensar noutra coisa. Ele, com a mesma máscara traquinas de penetra desavergonhado, caminhava até ela como tinha feito há doze anos atrás. Por momento jurou que era a primeira vez que o via, que, por um passe de mágica, tinha voltado atrás no tempo. As memórias que guardava no fundo do seu ser daquela primeira noite mantinham-se intactas.
Era uma noite quente de Maio e o seu pai dera uma festa, um simples baile de máscaras para ela e para os seus amigos. Ela divertia-se e a noite era um borrão, até ao momento que o vira. Tinham-se apaixonado, traído tudo o que conheciam um pelo outro, amando-se sem limites. E depois ele fora, proclamando que não conseguia lutar com as famílias deles. Partiu para a universidade e ela caiu num buraco sem fundo.
Durante dois anos foi como se o mundo tivesse mergulhado num eclipse eterno até que um amigo surgiu. Um amigo que a fez voltar a ver a luz, um amigo que, com aquele paciências de quem ama sem limites, a ajudou a sair do buraco, agarrando-a quando ela escorregava. Tinham-se casado e ela unira os pedaços do seu coração e do seu ser. Porém ainda faltavam peças.
Agora o detentor daqueles últimos cacos caminhava até ela e ela forçou-se a lembrar-se do tempo que passara. Cumprimentaram-se, falaram como amigos que não se vêem há muito. Houve um silêncio e ele despediu-se.
E, mais uma vez, Julieta viu Romeu afastar-se com pedaços do seu coração.

2 comentários:

  1. para um blog chamado escrever na primeira pessoa não ficou lá muito bem o primeiro post ter sido na terceira...lol..apesar de estar muito fixe o que escreveste...=o)

    ah! fui eu que respondi ao poll...xD

    jinhos...

    Francisco Almeida

    P.S. Blog fixolas btw

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