Bem, achei por bem adicionar aqui uma coisinha a falar do blog já que parece que andam a haver alguns mal-entendidos. Primeiro que tudo, nem todos os textos que publico no blog são auto biográficos. Nem em todos as emoções de que falo são as minhas.
Os textos em que realmente há realidade são os da "saga das sapatilhas", onde momentos, sentimentos ou vários momentos do que ando/andei a passar são compilados.
As poesias também compartilham esta característica, mas muitos dos textos criativos são apenas isso, textos criativos.

Por isso, obrigada pela preocupação, mas está tudo bem... Ou pelo menos vou fazer de tudo para isso =)

Do ya think I'm:

Sábado, 21 de Março de 2009

Em jeito de descrição


Escrito numa aula de Escrita Criativa onde nos foi pedido que descrevessemos uma personagem. Estava com uma ressaca e acho que o texto não me saiu muito bem, mas discordaram de mim, por isso aqui fica. Descrição de Brianna Wolfsbane num momento alternativo de um projecto que está prestes a ser acabado (ou assim o espero).


Peguei na fotografia escondida no meio do meu livro e sorri. Era a minha foto preferida em todo o mundo, mas Brianna discordava de mim fervorosamente. Nunca a levara a mal – o dia do nosso casamento fora o melhor de sempre para ambos – porém ela achava-se ridícula no vestido branco. Para mim isso era motivo para eu me rir e lhe dar um suave beijo na testa.
Lembrava-me bem do primeiro dia que a vira. Estava numa galeria de arte, os cabelos negros brincavam-lhe à frente do rosto e os olhos castanhos viajavam atentamente por cada pormenor de uma enorme tela. Apaixonei-me ali, recordado de um antigo amor que nunca se cumprira.
Suspirei e guardei a foto novamente dentro do livro, relanceando os olhos para a cama do quarto de hospital. Brianna parecia dormir, porém o seu peito não se mexia. Thomas não entrara ali desde que os médicos tinham declarado a hora do óbito. Levantei-me, pousei o livro junto dela e foi como se a ouvisse dizer:
– Tira essa foto de dentro do meu livro. Estou ridícula, Balthazar!
Ri e pousei-lhe um beijo molhado de lágrimas na sua testa.

2 comentários:

  1. Sou da opinião que saiu bastante bem... Gostei de ler...
    O verdadeiro amor olha através do olhar do outro, vê a sua alma... não importa se estamos bem ou mal fisicamente, o importante é a pessoa que realmente somos, para nós e para os outros.
    O verdadeiro amor ama sem fronteiras, tal como a verdadeira amizade.

    Beijinhos :D

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  2. Marina: adoro este texto, está tão simples mas com uma perspectiva fenomenal. E as aulas de Escrita... essas já eram!


    Estou certo de que pelo menos um livro teu hei-de ver nas bancas =)

    Beijo*

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